quinta-feira, abril 06, 2006

Actualidades - Mulheres no Parlamento


É no mínimo absurda a proposta do Partido Socialista, apoiada, claro, pelo Bloco de Esquerda, sobre a percentagem mínima obrigatória de mulheres na Assembleia da República...

Seria uma proposta considerada séria e compreensível se vivessemos em 1920. Porém, não é o que acontece. Estamos em 2006, e a esquerda (com excepção do PCP, reconheça-se o mérito!) apresenta uma proposta sem nexo, que consiste em definir uma percentagem mínima (33%) de mulheres no Parlamento! Pasme-se!!

Em tempos passados, as mulheres eram totalmente discriminadas: porque não podiam votar, porque não podiam exercer certas profissões, e tantas vezes porque não podiam até falar!!
Hoje, cada vez mais se defende, e eu incluo-me nesse grupo, a igualdade de Direitos entre homem e mulher, mais não fosse porque choca com a Constituição da República Portuguesa e com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, pois ninguem pode ser discriminado devido ao sexo ( questão diferente do Casamento entre pessoas do mesmo sexo!!!! ).

Contudo, a apresentação desta proposta de lei por parte do Governo, deixa-me perplexo, pois parece que estamos a voltar aos primórdios da civilização!!

Será possível alguém compreender que, em 230 assentos no Parlamento, tenhamos de deixar homens competentes de fora, apenas porque alguém, que nasceu com uma determinada combinação de cromossomas, tem assento garantido num dos 77 lugares para as mulheres reservados?!
É comprensível que uma mulher incompetente tenha prioridade sobre um homem competente, apenas e só pelo facto de ser mulher!??!

Não no meu entender.

Não se pense que sou contra a presença de mulheres no Parlamento. Antes pelo contrário, reconheço a capacidade de (quase) todas quanto lá assentam.
Aliás, vivemos num mundo em que cada vez mais, os cargos mais importantes são desempenhados por mulheres...Veja-se o caso dos magistrados...É só entrar num Tribunal e comprovar...

Sou contra, isso sim, a imposição de mulheres, sem qualquer pré-requisito, na distribuição de lugares no Parlamento, casa que nos rege a todos, directa ou indirectamente, apenas pelo facto de serem mulheres.

Rejeito-me a depositar a minha confiança em alguem que se sentará naquela Câmara apenas por ser mulher...

Mas reitero totalmente a minha confiança naquelas que, por serem mulheres, estão lá porque conseguiram provar a sua capacidade.
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3 comentários:

edharolds06320420 disse...

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Anónimo disse...

O problema é que os partidos não são apologistas da igualdade de sexos, mais se não fosse as imposições creio que ainda hoje as únicas mulheres que se viam no parlamento eram as secretárias de ajuda à mesa do plenário., sem descrédito dessa profissão nem pelo estatuto da mulher na sociedade. Os partidos criticam mas a verdade é que a demagogia fala mais alto e se não fosse a lei ja os obrigar a uma certa percentagem de mulheres na listas a deputados ainda hoje não tinhamos uma unica mulher no parlamento execptuando as acima referidas.O problema dos partidos a meu ver é este (de todos os partidos, sem excepção)o facto de existir lugares reservados a mulheres obrigatoriamente vai levar a que não exista o espaço desejado para colocar os amiguinhos no poleiro, e isso sim doi aos partidos ou será que se deviam chamar grupos de interesse ou melhor grupos de pressão?
Concordo plenamente contigo quando dizes que as mulheres começam a ocupar cada vez mais casos de grande importância na sociedade, por mérito proprio e não por serem mulheres e estarem a ser "protegidas". Tenho dito!

JoãoNascimento disse...

Caro Anónimo.

Primeiro de tudo obrigado pela participação.

Tenho a dizer-te que, apesar de todo o teu descrédito na política nacional, compreensível aliás!, é pela política, séria e descomprometida, que temos a oportunidade de melhorar a qualidade de vida, nossa e dos que nos rodeiam, e independentemente de acreditarmos ou não, o meio é este.
A democracia não é perfeita, mas é o que temos, e, como tal, vamos à luta!

Como tal, devo dizer-te que discordo completamente com a primeira parte da tua exposição, em que referes que "se não fosse as imposições creio que ainda hoje as únicas mulheres que se viam no parlamento eram as secretárias de ajuda à mesa do plenário". De facto, a maioria dos constituintes do parlamente são do sexo masculino. No entanto, as mulheres que lá marcam presença fazem-no, no meu entender, por terem capacidade para tal.
Algo que vai deixar de acontecer no caso de estabelecermos um limite mínimo obrigatório de 33% de presença feminina no parlamento.

Aí sim, as mulheres marcarão presença no Parlamento, não pela sua capacidade, mas sim porque serão obrigadas a lá estar, independentemente de terem ou não capacidade! E é isto que me preocupa!!!E a todos deveria preocupar!!

E quando falas em "lugares para colocar os amiguinhos no poleiro", devo dizer-te que não é esse o problema! Porque quem tem amigOS para lá colocar, tem tembém amigAS a quem pode dar os "tachos", e por isso esta hipótese é automaticamente excluída.

Ao contrário de ti, acredito plenamtente que as mulheres têm capacidade mais do que suficiente para chegar ao Parlamento com base nas suas aptidões e capacidaddes, e defendo convictamente que não teremos um parlamento 100% masculino mesmo no caso desta lei não ser aprovada!

As mulheres são tão ou mais capazes do que os homens. E isso tu também reconheces.
E por acreditar que, se quiserem, as mulheres podem chegar ao Parlamento, peço que não as imponham.

É até um dsprestígio para o género!

Cumprimentos, João Nascimento.